domingo, 29 de agosto de 2010

25 = 2; 26 = 1º

O Mundo cresce e evolui e o nosso Mundo acompanha-o, ou não... Simples.
Eu escolho acompanhar, mesmo que inconscientemente, mas (tu) podes escolher ficar parada... Mesmo aí, sem te mexeres. Não te peço nada; Não te cobro nada!!! Espero, sim e apenas, que cumpras os teus deveres e obrigações. E espero que o faças sem esperares que eu to peça; Que eu to lembre. É que (eu) não o vou fazer! Não é, de todo, minha obrigação. Aliás, posso firmar, que o meu papel - no meio disto e qualquer coisa - é aproveitar as tuas acções. Bem ou mal, aproveita-las... Melhor ou pior, aproveita-las.
E é só isso que eu vou fazer!
(...)
Mas não consigo... Há sempre aquele bicho que me faz levantar(-te) o dedo e indicar(-te) o que, a meu ver, está correcto ou incorrecto - (mas) e não era isto que tu querias?
E tu refilas e barafustas e fazes-me perder o Norte.
Percebo que, afinal, não queres ajudas!!! Queres, sim: Pancadinhas nas costas; Festinhas na cabeça; Palavras reconfortantes e de incentivo.
Minha querida; Minha cara... Nunca, jamais em tempo algum, te presentearei com qualquer uma das anteriores acções, se não concordar com o que andas a fazer.

Estamos claras?

E vou viver - e vivendo - quer estejas presente e participativa, quer não. E esta é, mais uma vez, uma escolha tua.
Eu estou aqui! Feliz, aproveitando e vivendo (isto) em pleno.
Queres aproveitar, queres conhecer, queres fazer parte? S'éveiller!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

23 Agosto 2010

Onde estás tu, Carneiro?
Que eu não sou mais (do) que um Clarão na tua vida,
Onde te encontras sozinho, com o teu Espinho,
Calmos... Tranquilos.
Não sou mais (do) que um Clarão
Em que tu abusas e te libertas
E me usas, sem piedade,
Onde te vem à flor da pele
Toda a raiva, toda a maldade...
E onde estás tu, agora, Carneirinho?
Agora que o Clarão se apagou,
Saíste sem fechar a porta
Deixando o Espinho para trás.
E perdido, sem Cercas ou Pastores,
(E sem Espinhos e sem Clarões)
Nem vais ter mão naquilo que destróis.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Passos...

Sendo - cada passo que dou - nesse sentido, porque é que não sinto que me aproximo, cada vez mais, de vocês?
Porque é que quanto mais ando mais me afasto de todos os Mundos que conheço?
Porque é que quanto mais ando mais desejo desbravar todos os Mundos que não conheço?
E porquê esta insatisfação? Porque é que não consigo encaixar aquilo que quero?
E porquê todas as interrogações? Porque é que não consigo responder àquilo que quero?
Porque é que quanto mais duvido, mais avanço e quanto mais avanço, mais duvido?
Porque é que, mesmo quando penso que encontrei, dou por mim a procurar em todos os lados (menos no que esperam que procure)?
E porque é que a cada instante que julgo que "isto também servirá", sou derrotada sem poder dar luta?
E porque é que nada funciona como eu espero que funcione?
Porque é que eu não tenho coragem? Porque é que tu ainda tens menos coragem do que eu?
Porque é que procuro se, quando perco o que penso que encontrei, fico destruída?
Porquê esta sede? Porque é que me julgo; que me acho insaciável?
E porque é que não me matas a sede, quando te tenho, se quase me matas à sede quando não te tenho?

Porquê toda a insatisfação?
Porquê toda a procura?
Porquê todo o desejo?
Porquê toda a sedução?
E porquê toda (esta) necessidade?

Para quê?

sábado, 7 de agosto de 2010

7 de Agosto de 1010

Foi numa calota
que encontrei
um (só meu) grão de areia.
E tenho sorte
porque na calota
só havia gelo
e este (só meu) grão de areia.
E agora é meu (só meu)
e ensina-me a ser
grão de areia.
E não há grão de areia
mais especial
porque no meio de mil
eu quis (só) este grão de areia.



Muitos Parabéns, M.

sábado, 31 de julho de 2010

E com os olhos a brilhar...

...escrevo-te:

Que me lembro da tua roupa; Do teu cabelo - mas não do teu nome ou da tua música.
Que me lembro de te perseguir; De quase não te olhar; De te sentir atrás de mim.
Que me lembro daquele Sábado; Daquelas sardinhas; Daquele mau estar; De te encontrar; De te implorar.
Que me lembro daquele Domingo; De esperar que acordasses; De rebolar na cama enquanto conversava contigo; De me expor; De te ler.
Que me lembro daquela Segunda; De lhe falar de ti; De te esperar nas escadas; De te ver; De conversarmos.
Que me lembro dessa mesma Tarde; De irmos para o Jardim; De me presenteares com a tua simpatia, com o teu cavalheirismo, com a tua educação, com o teu sorriso.
Que me lembro dessa mesma Tarde; Dos paus; Dos presentes; Do início do contacto; De perder o barco.
Que me lembro de que em Todos os entretantos me fazias sentir coisas na barriga.
Que me lembro daquele Dia; De te ver junto ao muro do metro; De ficar feliz; De tocares para mim no jardim; De te olhar para o decote; De estragarmos o microondas; Da sala de convívio; De mais contacto físico.
Que me lembro da despedida desse mesmo Dia; Não me beijaste e eu queria.
Que me lembro daquele Dia; Da Praça do Comércio; Do meu mau inglês; Do teu riso e sorriso; Dos olhares das pessoas; Do meu descontrolo; Da minha euforia;
Dos senhores nos estranharem no metro; Da tua mão na minha mão; Do meu medo (que trouxe o teu medo); Do nosso beijo.
Que me lembro do 1º Beijo; No meio de tudo e do nada; Senti o tudo e senti o nada; No meio de tantos... Não vi ninguém, não ouvi nada.
Que me lembro do 1º Beijo; De cada movimento dos nossos lábios...
Que me lembro do pós 1º Beijo; De sorrir para toda a gente, sem ver ninguém; Do meu olhar vidrado; Do meu descodificar de sabores... Estive horas infinitas a tentar distinguir o teu sabor do meu... A tentar saborear-te mais um pouco.
Que me lembro da Felicidade; De todas as boas coisas que sentia; Que dizia; Que pensava.
Que me lembro daquele Dia; Do jardim; Da tua mãe.
Que me lembro daquele Dia; Da Praça do Comércio; Dos Armazéns; Da tua escola; Da sala de convívio; Da descoberta; Do êxtase; Da senhora da limpeza.
Que me lembro do teu Cheiro - e como cheiras bem...; Que te encontro em cada pessoa; Em cada lugar;
Que te procuro e que te quero.
Que me lembro de Ti; Que me deste a conhecer a Paixão; A confiança; O entregar.
Que me lembro de Ti; Do quanto gosto de ti;
Que me lembro de Ti; Que te adoro - como aos Deuses, parabéns!(!!!)


Que buraco no estômago; Que buraco...

domingo, 25 de julho de 2010

"Muito menos, menina..."

É uma realidade que o nosso discurso vai mudando à medida que vamos desbravando o Mundo... É uma realdade.
É uma realidade que eu não aceitava e com a qual (agora) me deparo, cruamente; duramente, e da qual não consigo - nem quero - escapar. Comodismo... Tornei-me comodista?
Sou comodista? Como tu... E tu... E tu..(?) E tu, sim. Um tu que não me arrepiava mas, antes, me arreliava - por não compreender... Por não aceitar. E agora é isso que sou? Não pode ser!
Mas aceito. Aceito-me. É mais fácil; Tão mais fácil...
É mais fácil: Não por saber bem mas, sim, por não saber mal.
Eu estou mais fácil.
E percebo agora que o meu discurso não está a mudar... Não porque deixei de desbravar mas porque encalhei em ti, que me dás tema de conversa; que me mudas; que me moldas... Ou não.
Encalhei em ti, que me dás tema de conversa; porque eu sinto; porque descobri outro eu... Outros eus.
Mas ninguém me perguntou se era isto que eu queria; Tu não me perguntaste se é isto que eu quero. Mas eu respondo-te: Não!
Quero viver e desbravar, sem encalhar. Bastam-me as outras que me olham e me prendem, sem me verem.
Bastam-me as que eu vejo, a meu jeito; como as quero.
Bastam-me. Porque tu és real - e, contigo, não sei lidar - e estás presente e destróis com a vivência... (elas destroem por não viverem)
E tu... Vivendo - mas antes de viveres - destruíste e, a teu bel-prazer, inverteste os papeis quando eu ainda não estava pronta... E agora?
Agora estás como os outros... Como todos os outros. A diferença; A gigantesca diferença é que, contigo, eu importo-me.
Apaixona-me.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

1000

Vocês são mil... São mil os pensamentos; São mil as teorias; São mil as pessoas; São mil razões que não me deixam dormir.
És o medo e (és) o não medo; És o querer e (és) o não querer; És a fraqueza e (és) a coragem.
Dás-me o medo e (dás-me) o não medo; Dás-me o querer e (dás-me) o não querer; Dás-me a fraqueza e (dás-me) a coragem.

Quero-te. Quero-te e espero-te.

És a mudança e dás-me a mudança.

És cheiro e és paisagem. És vontade e és miragem.


És pensamento (constante); És fantasia. És o que representas e representas - muitíssimo bem - o que és. O que me és... A mim. Quem diria?


Oiço-te; Cheiro-te; Bebo-te; Penso-te.
Quero-te.
Quero-te tanto.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

That's it!

Beijei-te a medo porque em segredo
(é que isto não é aceite).
E se esse medo não virasse coragem,
Não se tornaria miragem
E (eu) não sentiria isto, no peito.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Não sei nadar....

E se vou para muito longe posso afogar-me (...) - Não é tão bom quando nos oferecem a metáfora perfeita?

Portanto, tu és o meu caminho à direita; o meu caminho colorido. Já decidi.
Portanto... Ou és uma prancha e me fazes passar a rebentação ou fico aqui, nas piscinas, a brincar com os outros meninos, a vê-los passar a rebentação e a conhecer novos meninos...
Portanto... A Tia.
A de lado algum;
A de ninguém.

Olha que gosto muito de piscinas... Porque é a minha zona de conforto.
Espero bem que saibas flutuar.

sábado, 26 de junho de 2010

Investe e Investiga

Aquele frio que te invade o estômago mas que faz o teu sangue ferver - e assim com que o sintas a percorrer-te os braços - sabes?
O coração a acelerar e os teus olhos a perseguir, sabes?

O mar está sempre cá... Eu é que não espero que a maré suba.
O mar está sempre cá... Eu é que nem sequer chego - e passo - à zona de rebentação.

sábado, 19 de junho de 2010

02.05.10

E no regaço vou chilrando a procura,
a sede que não te consigo esconder ter...
E sou pássaro, sou ser pensante, sou loucura,
que sem censura te desvenda a aventura
que teve, tem ou pretende vir a ter.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Bastas-me

Bastas-me porque me delicias o olhar; Porque me alimentas com (a tua) presença...
Se te sei perto, estás presente.

Mas quem és tu e o que me fazes?
Quem és tu e como o fazes?

Mas de sim passaste a não... Próximo passo é (o) esquecimento. E mesmo que queiras - eu sei que não queres - eu já não (te) quero.
E é um tira-teimas... Porque aquilo que significas é eterno. Cada vez mais pela negativa... Mas é eterno.
Tenho saudades do Passado mas sinto mais falta do Futuro.

domingo, 13 de junho de 2010

Deixai-me.

Já não sinto, na minha boca, o sabor da tua boca.
E... Sabes que mais? Já não preciso...
Já não preciso do rasto que a tua saliva deixa na minha pele.
E... Sabes que mais? Já percebi...
Já percebi porque não preciso:
Não preciso porque (ainda) não és tu quem me cala com um beijo;
Não preciso porque (ainda) não é o teu cheiro que me faz adormecer, melhor, à noite;
Não preciso porque não é o (facto de) não estares aqui que(m) me apresenta à insónia;
Não preciso porque não é o teu toque - ou a tua respiração - que faz os meus poros gritarem/tremerem/gemerem...

Nem a eles, nem a mim.


E assim ficamos; E assim te deixo.
Deixo-te com a certeza de que não és nada do que procuro.
Contigo ganhei a incerteza daquilo que procuro; Contigo percebi que estou cada vez mais afastada daquilo que tu és (daquilo que vocês são e representam).
Nem convosco, nem sem vocês. Haja coragem que o caminho é já à direita... E é bem colorido.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sim...

Mas ainda não me respondeste... Alguém fica com aquilo que eu perco? É que não acho grande piada a isso...(!!!) O que é meu, eu quero que permaneça só meu; para sempre meu - a menos que seja eu a dar.
E não te dou a ninguém; E não vos dou a ninguém.
Não dou todos aqueles anos a ninguém; Não dou todos aqueles momentos a ninguém.
Há momentos que nem partilho, ficam só meus. E eu gosto. Adoro ter coisas só minhas... São essas coisas que distinguem a minha vida da tua. E só assim faz sentido. E (até) é o secretismo que me dá piada, certo?
Pelo menos eu adoro o meu secretismo. Ou melhor, adoro que o meu secretismo mexa com as outras pessoas... Convosco.
Se calhar é por isso que me agarro (tanto) a ele; a esta minha característica. Ahhh... Se calhar... Pois. Se calhar sem ele perco a piada - e foi isto que eu disse lá em cima, mas agora estou a senti-lo de outra maneira.
Estou-me a conhecer, fantástico.
Acho que tenho medo que as pessoas se deixem de interessar se eu for transparente - eu não acredito que escrevi isto e que vou deixar isto aqui escrito. Nádia, esta evolução é para ti.
Ou seja, estou, neste preciso momento a caminhar para a destruição; A evolução é destruição.
A evolução é negativa?

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"Estar só/É olhar completamente." MMF

Revelou-se extraordinária (um extraordinário positivo) pela simplicidade que faz de si mais complexa que meio Mundo. "Perdi" muito tempo a tentar compreende-la e, ainda hoje, não sei se as conclusões a que cheguei são certas ou erradas. Aliás, não compreendo as minhas conclusões pela ambiguidade
(adianto, desde já, que são muito boas conclusões).
Ensinaram-me, há umas semanas, que somos um bocadinho de tudo aquilo que mostramos (Obrigada!). Ou seja, aquilo que pensava serem (todas) as minhas máscaras é, efectivamente, aquilo que eu sou: Tudo aquilo que eu sou.
Se assim o é; Se isto está mesmo correcto - e, pelo menos para si, sei que sim porque mo confirmou no outro dia - revelou-se: Ou muito versátil, ou muito confusa. Ou ambas (e aposto nesta. Por ser a mais simples; Por ser a mais complicada; Por ser a mais interessante)!!!
Quem é?
Tem a certeza de que me sabe responder a isto?
Admito que é sábia; Admito que tenha algumas noções (básicas) de si... E, na minha cabeça, tenho a sensação de que "vende" que se conhece perfeitamente e que é tudo muito simples.
Pergunto-lhe: Será mesmo??
Com quinze anos foi Poetisa... Agora:

Quem é (afinal)?



quarta-feira, 2 de junho de 2010

(re)conhecimento

Agora a Introspecção ficou de parte e debato-me com uma reflexão - meio profunda, meio superficial - daquilo que me rodeia.
O triste é que não chego a conclusões que me permitam evoluir, pelo contrário, reconheço que perco - facilmente - o controlo de situações que me são familiares... Situações em que o erro não é minimamente desculpável. As minhas conclusões não passam disto... São as minhas conclusões, sempre as mesmas conclusões e não chega, a esta receptora, nada de novo... Nada brilhante... Nada com que possa trabalhar. Mas não pode continuar o "deixa andar". O tempo está a terminar... Não pára: O tempo não pára!
Ainda me lembro de andar doida para fazer 10 anos; De andar doida para fazer 15 anos (porque faltaria apenas 1 para os grandiosos 16)... Agora ando doida, sim, para encontrar a máquina do tempo e criar a fórmula da imortalidade.
Seria tão fantástico... Viveria aí até aos 65 anos. Como saberia que poderia, a qualquer momento, voltar atrás, viveria de modo muuuuito diferente. Pronto, chegaria aos 65 (num todo, com a sabedoria inclusivamente) voltaria para os 5 anos, de idade, e viveria tudo outra vez. E mesmo com toda a sabedoria, poderia errar... Sentir-me-ia com toda a liberdade (e tranquilidade) para errar. Porque poderia voltar atrás... Poderia sempre voltar atrás e fazer sempre de maneira diferente, até acertar. E quando acertasse todas; Quando chegasse aos 65 sentindo que tinha feito tudo bem e que estava pronta para viver e fazer viver; viver e ensinar a viver - mesmo que isso só acontecesse à 56º vez que fizesse 65 anos - bem... Voltaria para os meus 5 anos e viveria normalmente... Sem medos, porque já conheceria o que ali vinha e já me sentiria capaz e "apta para".

Afinal, dispenso a descoberta da imortalidade... Prefiro a máquina do tempo. Acabei de descobrir que tenho medo de fazer, errar e não ter maneira de emendar. Até agora, pensava que tinha medo de perder a oportunidade de fazer... Mas tenho mesmo medo é do erro irremediável.

A minha vida é uma balança... Tem de estar sempre equilibrada - não por minha escolha - e à medida que vou ganhando umas coisas, vou perdendo outras. Outras... Das quais ainda não estou pronta para abdicar.

Será que o que eu perco alguém ganha?

sábado, 29 de maio de 2010

Havendo falta de melhor, a introspecção é (inevitavelmente) inevitável. E num desses momentos - há cerca de uma hora, mais coisa menos coisa - lembrei-me de que me passaste muitas vezes pela cabeça depois daquele confronto, que passou a conforto.
E é nestes momentos que é tranquilo exagerarmos na (ou da) nossa capacidade interpretativa.




Reflectes o que o meu corpo fez, mas escondes por onde os meus pensamentos andaram - durante o dia.
E não estiveram aí, nem estiveram em ti...

domingo, 23 de maio de 2010

Coincidências...

Ultimamente têm sido muitas... Muitas mas boas. É um bocado fantástico quando acontecem... Até porque ficamos sempre de pé atrás e pensamos: Será que nada acontece por acaso? Ou, pelo contrário, tudo acontece por acaso?
É complicado ignorarmos a primeira questão quando as coincidências vêm umas atrás das outras... Ora sobre o mesmo assunto; Ora sobre a mesma pessoa; Ora sobre ambos...
Coincidências são coincidências - diz ela - e até aí maravilha.
O chato é quando são más coincidências. O chato é quando são coincidências que de boas passaram a más - ou seja, antes eram boas e agora são más... Para quê complicar?(!!!)

E tu és isso!!! Uma, muito, má coincidência - porque já foste uma excelente coincidência - e apareces quando menos (te) espero; e roubas-me o bom humor nos momentos mais inoportunos; e mexes comigo quando mais quero estar sossegada; e não me vês quando volto a querer que tu me vejas; e deixas-me irritada porque percebo que tens influência sobre mim... Mas agora uma má influência. Porque deixas-me mesmo irritada, Mulher!!!!

Mas prefiro não acreditar em coincidências... De alguma forma se apareces - mal ou bem - é porque ainda há algo... Nada está terminado - e é neste momento que te odeio e que te adoro, como a uma Deusa... A ti, que estás nesse pedestal... Nesse pedestal que não tenho a certeza se mereces. Mas... Enquanto aí estás, é teu! É teu e tu não aproveitas; E eu não aproveito... É teu e tu sabes mas ignoras...

Os extremos tocam-se.

sábado, 8 de maio de 2010

Nada mais brilhante...

"Ah, gente pecadora, homens e mulheres que em danação teimais viver essas vossas transitórias vidas, fornicando, comendo, bebendo mais que a conta, faltando aos sacramentos e ao dízimo, que do inferno ousais falar com descaro e sem pavor, vós homens, que podendo ser apalpais o rabo às mulheres na igreja, vós mulheres, que só por derradeira vergonha não apalpais na igreja as partes aos homens, olhai o que está passando, o pálio de oito varas, e eu, patriarca, debaixo dele, com a sagrada custódia na mão, ajoelhai, ajoelhai, pecadores, agora mesmo vos devíeis capar para não fornicardes mais, agora mesmo devíeis atar os queixos para não sujardes mais a vossa alma com a comilança e a bebedice, agora mesmo devíeis virar e despejar os vossos bolsos porque no paraíso não se requerem escudos, no inferno também não, no purgatório pagam-se as dívidas com rezas, aqui sim é que eles são precisos, para o ouro doutra custódia, para sustentar a prata toda esta gente, os dois cónegos que me levantam as pontas do pluvial e levam as mitras, os dois subdiáconos que me soerguem a fímbria da falda, os caudatários que vão atrás, por isso caudatários são, este meu mano, que é conde e me transporta a cauda do pluvial, os dois escudeiros com os flabelos, os maceiros com as varas de prata, o primeiro sub diácono com o véu da mitra aurifrigiata, a tal em que não se pode tocar com as mãos, tolo foi Cristo que nunca pôs mitra na cabeça, seria filho de Deus, não duvido, mas rústico era, porque desde sempre se sabe que nenhuma religião vingará sem mitra, tiara ou chapéu de coco, pusesse-o ele e passava logo a sumosacerdote, teria sido governador em vez de Pôncio Pilatos, olha do que eu me livrei, assim é que o mundo está bem, não fosse ele como o fizeram e não me veriam patriarca, pagai portanto o devido, dai a César o que é de Deus, a Deus o que é de César, depois cá faremos as contas e distribuiremos o dinheiro, pataca a mim, a ti pataca, em verdade vos digo e hei-de dizer, E eu, vosso rei, de Portugal, Algarves e o resto, que devotamente vou segurando uma destas sobredouradas varas, vede como se esforça um soberano para guardar, no temporal e no espiritual, pátria e povo, bem podia eu ter mandado em meu lugar um criado, um duque ou um marquês a fazer as vezes, porém, eis-me em pessoa, e também em pessoa os infantes meus manos e senhores vossos, ajoelhai, ajoelhai lá, porque vai passando a custódia e eu vou passando, Cristo vai dentro dela, dentro de mim a graça de ser rei na terra, ganhará qual dos dois, o que for de carne para sentir, eu, rei e varrasco, bem sabeis como as monjas são esposas do Senhor, é uma verdade santa, pois a mim como a Senhor me recebem nas suas camas, e é por ser eu o Senhor que gozam e suspiram segurando na mão o rosário, carne mística, misturada, confundida, enquanto os santos no oratório apuram o ouvido às ardentes palavras que debaixo do sobrecéu se murmuram, sobrecéu que sobre o céu está, este é o céu e não há melhor, e o Crucificado deixa pender a cabeça para o ombro, coitado, talvez dorido dos tormentos, talvez para melhor poder ver Paula quando se despe, talvez ciumento de se ver roubado desta esposa, flor de claustro perfumada de incenso, carne gloriosa, mas enfim, depois eu saio e lá lhe fica, se emprenhou, o filho é meu, não vale a pena mandar anunciar outra vez, vêm aí atrás os cantores entoando motetes e hinos sacros, e isso me está fazendo nascer uma ideia, não há como os reis para as terem, as ideias, senão como reinariam, virem as freiras de Odivelas cantar o Bendito ao quarto de Paula quando estivermos deitados, antes, durante e depois, ámen."


José Saramago, Memorial do Convento

sábado, 1 de maio de 2010

Time After Time

Acordada pela campainha - que não parava de tocar - abri os estores e vi o céu coberto. Liguei la machine e revi, na agenda que é a minha cabeça, tudo o que tinha para fazer. Revi e cheguei à conclusão de que não tenho tempo para tudo. Nem tempo, nem saúde.
Agora, passadas (umas) poucas horas, com os auscultadores que me ditam a matéria postos, olho para o céu e vejo a fugir a última nuvem que consigo ver.
Chuva? Vento? Frio?
Enfim. O sol faz-me querer desistir. O calor faz-me querer mandar tudo à fava. Mas não posso - Ou não devo?
Agora, já sem ouvir aquilo que os auscultadores me ditam, penso se devo, ou não, escrever uma teoria sobre o Poder e o Dever (ou Não Poder e Não Dever)... Mas não posso - Ou não devo?
Não tens medo quando não tens tempo?

Já não vejo a nuvem.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

E...

Destrói... E corrói... E faz-me girar e inventar e fantasiar (e querer gritar, sem conseguir respirar). E querer macaquear e espernear e voltar a gritar...
Mas não posso. Não posso(!). Esperam-me culta e educada (ou fria e apática) e eu preciso... Eu sinto... Eu tenho de corresponder às expectativas.
Mas aqui não entram as questões de "Papel" e "Estatuto". Só as expectativas... As falsas expectativas.
Esqueçamos metade das matérias e atiremo-nos, de cabeça, ao núcleo da questão.
Para que serve todo o envolvente??? Não interessa!!! Só interessa aquilo que me interessa (e aqui não há qualquer ambiguidade)... E a ti! Contigo passa-se o mesmo. E obrigas-me, a mim, a seguir as tuas regras e a jogar pelos teus interesses??? E manipulas-me, a mim; E chantageas-me, a mim, quando sou o teu último recurso? A tua última reserva?
Habituei-te mal... A ti e ao Mundo.
E hoje quero revoltar-me; Quero romper; Quero quebrar todos estes laços viciosos e doentios que todos criámos. Quero deixar-te...Deixar-vos.
Solta-me!!!
Mas eu compreendo-te. Primeiro tenho, eu, de te soltar.
(...)
Mas não consigo. É tão forte. Olho-te e tenho-te raiva... Penso em ti e tenho-te raiva.
E vou mudando de personagem e cada um deles me faz sentir raiva... Por ti e por mim. Por vocês e por mim. Mais por mim do que por ti... Mais por mim do que por vocês.
E destrói... E corrói... E já conheço tudo isto mas...Repito e (depois) dói.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Descoberta:

(Sem tempo e com pouca privacidade) Tenho a dizer que gosto de descobrir... Aliás, é aquilo que mais gosto.
Até agora, tudo tem perdido o interesse quando é, completamente, decifrado - por mim.
Assim, as complicações continuam a atrair-me... Aliás, cada vez me atraem mais!!! Começo a perceber que adoro tudo o que mexe quando tem qualquer coisa que não faz sentido. Quando tem qualquer coisa complicada e fora do normal.
É esta uma atracção que me inquieta, fazendo-me andar e procurar. Olhar à volta, apontar e escolher. Escolho e decifro e, se bate certo: Perde o interesse; Caso contrário: Exploro (ou tento) até à exaustão... Até me deixarem... Até me cansar.

E afinal estou à procura de um modelo... Afinal não me canso. Percebo, sim, que não é aquilo que procuro e, por isso, esqueço. Parto para outra - olho, aponto e escolho.
Lindo é, quando eu não procuro e as personagens me vêm parar às mãos - ou aos olhos e cabeça e consciência... .
Mesmo assim dou conta de que a estirpe é a mesma: Algo complicado e fora do normal. E, por isso, gosto! - Dá luta!!! Tem garra!!!
E, por isso, peço que fique (e pergunto-me: É desta vez que encontro o meu modelo?).


Não gostei do pedido. Aquilo que idealizo como perfeito deve manter-se como perfeito.
Não gostei do pedido. Não quero pôr em causa aquilo que idealizo como perfeito porque é a única coisa que idealizo como perfeita.

sábado, 3 de abril de 2010

E agora?

Como é que se faz?
(Epá... Pode ser estúpido mas... Acabei de partir uma unha - e para mim isto é uma coisa importante e dolorosa!!!)


Já nem sei como começar; por onde começar; o que dizer... Não é que alguma vez tivesse tido grande jeito para isto mas, normalmente, quando escrevia, com dificuldade, a primeira palavra o resto vinha com grande naturalidade... Aliás, nota-se perfeitamente porque, em quase todos os post's, começo a escrever sobre um assunto -> escrevo umas entre-linhas que me fazem saltar para outro assunto -> aparecem outras filosofias que... inevitavelmente... me fazem escrever sobre outro assunto -> e isto repete-se...e repete-se...e repete-se até que chego ao fim e já não sei qual era o assunto inicial, nem o porquê desse e dos outros 50 (assuntos) seguintes.
Mas, assim, até se torna interessante: nunca é cansativo... Mas também nunca é pedagógico e explicativo.
No dia em que conseguir Começar em Maçãs e Terminar em Maçãs, com um núcleo forte e linear... Sem grandes desvios à tese inicial (pelo meio)...... Ahhhh nesse dia - e apenas nesse dia, ou momento, ou hora seguinte... - torno-me uma gaja completa e realizada!!! E até sou capaz de me sentir inteligente, vá!!!

Mas... E se eu escrever aqui 50 assuntos para não falar ali de 500????


Ideologias; Buscas; Ausências; Escolhas; Ganhos; Invejas; Danças; Cancros; Impotência; Londres; Crescer. Está aqui tudo... Bem resumido.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Inspira em cima; Expira em baixo

Sou uma bomba relógio e tenho uma bomba relógio que me avisa, a mim (quando vou explodir), antes de avisar qualquer outro... Aliás, os outros só dão pela explosão depois desta já ter acontecido. Eu tenho uma bomba relógio, tu tens uma bomba relógio, ele/a tem uma bomba relógio... Somos todos iguais. Todos são avisados pela sua bomba relógio; Pela sua, e exclusivamente sua, bomba relógio. A bomba relógio tem um certo pacto de exclusividade. É nossa; É nossa amiga.
O estranho, é que este furacão capaz de grunhir, de gritar, de dizer palavrões e de mandar tudo pelo ar... O furacão que tem o tal pacto de exclusividade connosco (o que nos torna.. Amigos??)... O furacão que nos avisa... Explode!!! Ou melhor, faz-nos explodir. A nós...!
Não faz sentido. É uma traição.
Que tal: "Este cara d'um sapo está a fazer-te perder a cabeça. Mas não te preocupes... Vou só carregar neste botãozinho e..." PUM, desapareceu...
Se tu me chateias, porque é que tenho de ser eu a sentir a necessidade de dizer palavrões para "libertar a tensão"? Percebes?

Continua... Estás alto. Estás muito alto!!! Força, não pares, completa o movimento. Não... Não... Estás a descer a pique. Vais-te magoar. Agora devagar... Vá tens tempo, muda de posição. Não bloqueies!!! Estás quase a tocar na base. É agora ou nunca. Do que é que estás à espera? Adormeceste? ... Perdeste a oportunidade. Agora, certifica-te de que estás bem. Ri-te e chora... Vá... Tranquilo, sem nervos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dicionário

Ensina-me algumas coisas - e não todas definições/conceitos - interessantes, que me ajudam a compreender um pouco melhor aquilo que me rodeia (isso e as aulas de psicologia, mas são outros tostões).
Apesar disso, prefiro (mais ainda) aprender: a ver; a ouvir; a viver. Porque a viver aprendo o que são pessoas Magrinhas, aprendo o que é o Narcismo, oiço (e a rir) aquilo que não quero e, depois de muitos Etctras, aprendo - e é importantíssimo - a reflectir!
E reflicto... E duvido do que gosto e do que não gosto; Do que (penso que) faço bem ou, pelo contrário, mal; Do que (penso que) é importante ou, pelo contrário, dispensável; Das minhas prioridades; Dos meus limites... Duvido de tudo - Sou filosofa por isso?? - !!! E a dúvida faz-me reflectir ainda mais. Faz-me bater com a cabeça nas paredes.

E chego à conclusão de que a dúvida não me ensina; Chego à conclusão de que isto não é uma bola de neve: Quanto mais duvido mais encontro e quanto mais encontro mais duvido e, nos "entretantos", não há lugar para aprendizagens; Nada serve.


Onde é que eu queria chegar?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

(Re)nascer

Já sei o que é ter borboletas na barriga; Já sei o que é ter o coração acelerado; Já sei o que é conversar e conversar e o tema não morrer; Já sei o que é estar calma e distante (e feliz).
(...)

Novas experiências...: O entregar... O dar e receber... A espera com ansiedade... Toda a parvoíce e parvoeira.

Parvoíce e parvoeira que traz, o tão pouco temido, mau estar. Mau estar, esse, que já tinha sido avistado - por uma espécie de visionária!?? - mas que não teve direito a qualquer tipo de importância.
Hoje vejo que é real e que teria sido...necessário...dar a tal importância, de maneira a contornar os obstáculos (sem grandes danos).
Agora: Há realidade, há danos e há complicações para, todo, o futuro - ou todo um futuro.
E agora? - "Agora...??? Agora fala aí com a (Dra) Visionária para verem o que é que fazes..."


E quando explodes e dizes tudo o que (não) queres e tudo o que (não) podes, mas isso não te traz qualquer tipo de consequência na altura...?? Sabe-te bem...!!! Mas depois, não ficas preocupado - porque sabes que não é um comportamento normal e que mais tarde ou mais cedo vais conhecer as (doces) consequências das tuas, mais que sentidas, palavras??
Epá... Eu estou!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Estratégia...

Há maneiras e maneiras de se dizer/fazer as "coisas"... Estas «maneiras» variam de pessoa para pessoa: Pessoas diferentes têm "maneiras" diferentes. Até aqui tudo bonito.
Começa a ser feio quando ficamos incapazes de distinguir as pessoas pelas suas «maneiras» - e quando digo ficamos é porque não somos nós os culpados desta nossa impotência mas são, sim, os outros que nos enganam e nos deixam cair na falta de capacidade para os distinguir... Ou porque falam bem e não dizem nada, ou porque falam bem mas não fazem nada, ou, pelo contrário, porque são grunhos (mas activos e competentes) e, nós, desses fugimos... Nem há (cá) oportunidade para os ver a agir.

Passando à frente - e voltando à maneira de fazer as coisas -, há também aqueles super hiper mega inteligentes (ou super hiper mega práticos) que moldam a sua personalidade, conforme as circunstâncias, para atingir determinados fins.
É tudo muito bonito, muito louvável e muito eficaz quando, e apenas quando, não se usa sistematicamente a mesma técnica com o mesmo sujeito; (Mas) deixa de ser tudo muito bonito, muito louvável e muito eficaz quando, e (não) apenas quando, o sujeito já tem muitos anos da "nossa escola" - fruto da convivência - e começa a perceber, na perfeição, os nossos jogos.
Quando isto acontece - os nossos jogos serem decifrados - não só o nosso objectivo não é alcançado como também deixamos o sujeito aborrecido e com menos confiança em nós porque, talvez por falta de recursos, tentamos manipula-lo utilizando trunfos (que não são trunfos são dores) de uma maneira muitíssimo pouco digna!!!

É assim que se perde um sujeito.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pessoa é Mensagem

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."
(Fernando Pessoa)

E não é preciso dizer mais nada... Ou talvez o cite novamente:

"Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."
(Tabacaria, Fernando Pessoa)

- Oh meu caro Poeta... O senhor tem gravíssimos problemas!!! (...) Escreve para si e mais uns quantos e sobre si e mais uns quantos mas, no fundo, é tudo para e sobre si e mais uns quantos... (Mas já tinha dito, não é?! Que chavão!!!)
Apesar do que aprendi em português - e é isso que escrevo nos testes - a conclusão que tiro do primeiro excerto que aqui escrevi é que, afinal, Pessoa escrevia porque Pessoa sentia e que Pessoa escrevia aquilo que Pessoa sentia (fui clara?).

Já está com um ar suficientemente profissional?


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ora ora...

- Mas explica, mulher(!!!), porque é para isso que as palavras servem!!! Expressa-te; Comunica; Relaciona-te!!! Comunica para não matares a única forma de comunicares!!! Vá, vamos... Explica-te!!! Se for preciso - e apenas se estritamente necessário - emociona-te (ou embebeda-te). É tudo mais fácil!




Ora bem... Somos o ser mais inteligente - e com a vida facilitada - à face da terra porque conseguimos comunicar (falar)... (Diz ela, mas quem sabe?!)

E quem não sabe? "Ah... Então...!? Quem não sabe, por exclusão de partes, é o ser mais ignorante à face da terra e com a vida menos facilitada... Que fácil, esta...!"


Se 1 + 1 é 2 e se 2 + 2 são 4... :O Se isto é racional - e está certo - e se o Mundo funciona assim: Acabei de descobrir a (minha) pólvora. (Imperativo)




Então, agora, lamenta-te. Birra e grita. Conheces? Lamenta-te e suplica. (Mas não chores... Não chores porque é fragilidade. Se és frágil és vulnerável e se és vulnerável és fraco. És fraco não lutas, logo, és fraco não vences. Não vences ficas parado, estás parado não vives. Estás morto.)
Não estou morta, porque existes. Um existes que é um existem; e um existem que é um...a vida.


Vive.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Se... Se...

Se a minha mão não tivesse 5 dedos, teria outro, qualquer, número (deles)...
Se bater com a cabeça nas paredes não - nos - servisse para compreender determinados sentimentos, determinadas acções, determinadas palavras ou expressões (de qualquer tipo) , serviria para fazer um traumatismo craniano ou para as pessoas pensarem que "não temos os parafusos todos no sítio" ... Às vezes é tudo tão simples!!!
Nós - humanos - adoramo-nos (como aos Deuses)... Nós gostamos mesmo de nós. Até aqueles que têm 3 crises existenciais durante um ano - ou a mesma crise durante uma vida!!! - se adoram... Ou tentam... A crise não deve ser mais do que uma guerra interior porque "eu gostava de não gostar mas gosto e daqui a bocado já é ao contrário e agora já não sei o que pensar... Preferia não pensar e não sentir porque não sei o que penso e o que sinto... A minha vida não presta porque não me compreendo..." e não me compreendo porque penso e sinto demais...!!! Mas adoram sentir-se assim... Porque raramente tentam inverter as situações.
Bom... E como gostamos TANNNTO de nós, deliramos (pela positiva) quando nos compreendemos. Sempre que descobrimos mais um bocadinho de nós, daquilo que pensamos, daquilo que sentimos , entramos em êxtase e é brutal!!! É óptimo!!! É das melhores drogas. A euforia connosco mesmos dá-nos uma sensação (de bem estar) inigualável!!!

Aprendam-se e apreendam-se!!! Sabe bem!!! Todos deveriam saber isso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dois mil, quinhentos e vinte e um...

Ou apenas 2010. Mais um ano - mais um primeiro post do ano -, mais uma festa, mais umas horas de sono, mais umas aprendizagens, mais umas horas de folia, mais umas loucuras, mais uns conhecimento, mais amigos/conhecidos/visões, mais consumo, mais sorrisos, mais alegria, mais abraços, mais ilusões, mais confusões, mais saudades, mais agrados, mais desagrados...

Não comi 12 passas; Não pedi desejos nas badaladas; Não apanhei nenhuma bebedeira; Não me envolvi física ou emocionalmente; Não pensei; Abri a porta a novas sensações.

"Ano novo, vida nova" eu não acredito nisto, não aceito isto para mim... Parece que aquilo que acabou foi um mau aquilo... É como se, todo aquele ano, fosse, apenas, tempo perdido; Mal aproveitado; Vivido por favor e de modo infeliz... Não quero nada disso para mim!!! Se tem de acabar - se o tempo tem de passar -, que acabe de modo perfeito!!! Não quero deixar coisas inacabadas; Por resolver; Por definir; Por aprender; Por encontrar; Por perdoar... Já que tem de "passar", quero entrar na novidade sem nada às costas... Leve e despreocupada. Não quero novas oportunidades para mudar atitudes, reconquistar amizades, reavaliar o incompreendido... Quero ter tudo feito, nada de quebras. Quero apenas dar continuidade à minha vida - já que não tenho o poder de a estagnar.

Se tivesse de pedir um desejo, pediria, sem dúvida alguma: Força. Porque, como força, conseguimos alcançar tudo aquilo que desejamos... Mesmo sem termos de o desejar em voz alta ou para nós mesmo... Basta sentirmos que o queremos e fazemos com que aconteça.



Tu tens força?



P.s.: Este texto foi reescrito umas 4 vezes... O computador é de tal modo fantástico, que vai abaixo e perde-me tudo... E à medida que o texto se vai perdendo, perde-se também a magia que nele estava. A minha professora de Português é que tem razão!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aqueles que merecem...

Mereceste e eu dei-te a conhecer uma coisa nova... Uma coisa minha.
Mereceste porque me fazes sentir coisas estranhas, mas boas... Fazes-me sentir que me importo. Contigo e com muitos.
Mas a importância que te dou é diferente, é especial... Não me importo com todos como me importo contigo, ou seja, importo-me contigo de uma maneira nova (nova é sinónimo de novidade mas não neste sentimento que nutro por ti).
Estás a passar por coisas/a ouvir coisas/a sentir coisas que... Simplesmente... Preferia (é claro!, dizem todos...- mas simplesmente, não sei que mais dizer) que não tivesses de passar. Mas é a vida, tens é de aguentar. E eu estou aqui - penso que incondicionalmente, pelo menos é isso que pretendo - para te tirar peso de cima, para fazer com que tudo (isso) pareça mais pequeno do que realmente é.
Acho que te habituei mal, acho que te transformei de uma maneira negativa. Deixaste de falar porque eu, simplesmente, não falo e isso agora é mau para ti. Não quero que o faças!!! Quero que esqueças esse pequeno detalhe da nossa relação. Não pegues no mau, pega só no bom (não tenho muito, mas alguma coisa hei-de ter)... Vá lá, comunica!!! É para isso que eu sirvo, ou não!?
Agora é preciso ser eu a falar-te nas coisas para tu as desenvolveres... Vá lá que não precisa de ser puxado a ferros mas... BOLAS!!! Eu não sou adivinha - com muita pena minha... - não consigo adivinhar os assuntos sobre os quais tenho de falar contigo...
Até agora tenho tido o trabalho facilitado porque, parece, que essa tua mania (que "aprendeste" comigo) só é praticada comigo...: Até agora tenho sabido as conversas que tenho de ter contigo porque tu, minha grandessíssima parvalhona, vais sempre falar das tuas cenas com alguém próximo de mim...
Fica já a saber que acho isso muito injusto!!! Já não me basta ter ciúmes de uma, tens de pôr outras mil, pessoas, à baila dos nossos assuntos???!!!??
Mas... Por outro lado, isto até dá aquele toque, especial, à nossa relação...
Mas pá... Às vezes torna-se chato, porque ando sempre na última carruagem e sinto-me mal por não ser a primeira da primeira...

Amo-te!!! Tu sabes tudo... Tu sabes tudo... :)


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal...

Como diz a "outra": O Natal é lindo; O amor é lindo; Os doces são lindos; Os presentes são lindos; A família é linda; O esquecimento é lindo; Tudo é lindo!!!

O Natal é, realmente, lindo... Mas o Natal é sinónimo de:
- Má alimentação
- Hipocrisia
- Amnésia Momentânea
- e um grande "ETC" que - descobri no outro dia - não se pode usar!!!
(Ou isto acontece só em minha casa??)

E atenção!!! Eu A D O R O o Natal!!!!! Mas adoro!, com todas as letrinhas... E ontem à noite eu não pensava assim (ou seria amnésia momentânea?)... Até adoro o facto de, no Natal, as pessoas "esquecerem" as desavenças e comerem na mesma mesa, todos juntos, partilhando o mesmo bacalhau, o mesmo capão, o mesmo vinho... Isto, para muitas famílias, seria impensável noutra qualquer altura do ano!!!

Mas eu já nem isto tenho...

Espero pelo próximo. E que demore mais tempo a vir, desta vez... Estou a ficar velha!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dia +


Sabes... Aquele dia em que estás com quem queres; Em que recebes o que queres; Em que conheces quem queres; Em que te aproximas de quem queres... Aquele dia que se torna inesquecível mas que se vai esquecer...

Aquele dia +...

Hoje...


Apareceste. Ficas?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu sou:

VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada! ...



Florbela (Espanca)... Eu até nem gosto do que tu escreves, mas... Bravo!!!
Impossível de resistir; Efeito espelho.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pois, porque...

É aquela incessante procura daquele que não quer; Daquele que apenas quer que o encontrem e que o procurem, mas dando espaço... Sempre dando espaço... Até que chega o dia em que já não quer espaço e quer ser abafado, esmagado, sufocado, moldado, mudado... Até que chega o dia em que já quer... Até que chega o dia em que já quer, mas não aquilo. É por esse outro aquilo que quer ser encontrado; É por esse outro aquilo que quer ser abafado, esmagado, sufocado, moldado, mudado. É desse outro aquilo que não deseja espaço...


Vá lá... Onde é que anda(s)?





(Porque tudo aquilo que me mostras... Tudo aquilo que me dás...: Não é suficiente)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tens razão...

E eu vou subindo... Subindo... E, quanto mais subo, mais me enterro.
Mas é aquele gostinho especial, sabes? A fantasia que todos fazemos - cada um a sua... E ficamos sempre assim, sem avanços nem recuos... Uns sentem, os outros mentem. E se não mentem p'rá lá caminham... Mas mentem sempre!!! E o extraordinário é que os mais mentirosos são os menos corajosos - e por isso, mentem...
Tu mentes? Eu minto! Acho eu... O que era de mim se não o fizesse?(!) Já são tantas as cobertas que o genuíno não se vê... E agora?? Minto ou não minto? Eu preferia não mentir - porque mentir é feio, ensinou-mo a minha mãe - mas, por outro lado, será que é mais parvo o que mente ou o que não mente?
Volto a repetir: Tu mentes?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Obrigação;

Porque é razão e porque tu não sabes aquilo de que preciso; Porque eu não digo aquilo que quero nem aquilo de que preciso; Porque tu te perdes quando encontras algo ou alguém novo; Porque nada, que não seja elástico, estica; Porque ninguém tem de te perceber ou aturar; Porque ninguém tem de te querer, de te desejar, de lutar por ti; Porque a tua liberdade acaba quando começa a minha; Porque o bom cheiro é bom e o mau cheiro é mau; Porque um olhar mata e não ver também; Porque se falas bem és Rei, se não falas és Zé Ninguém; Porque os labirintos não existem; Porque tu tens o direito de só te quereres ouvir a ti; Porque tens o dever de vires quando te chamo; Porque tens obrigação de ser super-herói; Porque tens o dever de absorver tudo;...

Porque esta semana fui maior! Porque esta semana mereço.

domingo, 29 de novembro de 2009

Felicidade Momentânea

Não é tão boa?(!) Não sabe tão bem?(!) Eu digo que sim; Eu penso que sim; Eu sinto que sim.
Não é tão bom quando esquecemos - ainda que por momentos - as coisas do passado e conseguimos deixar que o tempo nos guie, que o sorriso nos contamine...?(!)
Se é "tão bom", porque é que não o conseguimos fazer permanentemente? Porque é que esta "felicidade" e este "esquecimento" apenas são momentâneos?
Se calhar... Em vez de perdermos tempo a construir armas mais rápidas, silenciosas e eficazes; Em vez de perdermos tempo a construir bombas atómicas e a erradicar "raças"; Em vez de perdermos tempo a destruir Nações, a invadir países; Em vez de perdermos tempo a tentar ser melhor que o vizinho; Em vez de perdermos tempo a ver televisão... Poderíamos, talvez, digo eu, ganhar tempo a tentar construir felicidade, descobrir a fórmula da paz, descobrir o antídoto para a inveja, para o ódio, para o rancor...
Se calhar... Se ficássemos todos "parvos", seríamos mais poéticos, mais amigos, mais felizes e, mais inteligentes!!! Porque a inteligência não é apenas racional... Existe também uma inteligência emocional e uma inteligência social.
Se, como base, nós tivéssemos estas duas inteligências - emocional e social -, seríamos muito mais equilibrados e, assim, teríamos muito mais tempo e capacidade física e intelectual para construir/buscar a tal "inteligência racional".
Ou então isto é tudo mentira...

sábado, 28 de novembro de 2009

Palhaçada:

Adoro fazer rir; Adoro que estejam ao pé de mim a rir de qualquer coisa que eu diga ou faça...
Adoro sentir que tenho o Poder da felicidade (ainda que momentânea), da alegria, do riso, do esquecimento... Adoro ser motivo de sensação de bem estar (E disseste-me ontem que, efectivamente, o sou, não foi?).
Adoro isto tudo, mas com charme e inteligência... Não gosto de fazer figura de palhaça - no mau sentido -, não gosto de passar por estúpida ou idiota.
A verdade, é que apesar de abominar todos estes adjectivos fortes e horríveis, há PESSOAS que me levam a fazer figura de parva... E, ainda por cima, fazem-me fazer (ham?! boaaaa ;D) a tal figura que não é nada mais nada menos que aquela figurinha com a qual estou sempre a gozar. A diferença são os sentimentos... As "figurinhas" são feitas a partir de sentimentos diferentes; "Por culpa" de sentimentos diferentes.
Afinal quem é mais parvo? Eu que gozo e sinto ou vocês que sentem e calam?


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aprender.

Adoro... Simplesmente adoro porque estimula, não deixa abrandar e, ao não abrandarmos, não reparamos nos pequenos pormenores que requerem tempo, tempo de observação.
Quando nos cansamos e abrandamos, observamos e, consequentemente, ligamo-nos. Não há como fugir. Para o bem ou para o mal, estabelecemos contacto e criamos uma relação afectiva com a coisa/animal (racional ou irracional) observada/o. Ficamos presos ou não, mas o "objecto de estudo" fica preso na nossa mente; efeito burilador. Se temos o azar de ficarmos, também, presos, e, numa situação ingrata, invade-nos a pergunta retórica: "Porque é que abrandei?"


Hoje pergunto: Mas porque é que EU abrandei?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pensa... Penso?!

Mais uma noite sem dormir... É extraordinário o poder que as insónias têm sobre mim; que a - minha - mente tem sobre mim. É extraordinário o poder que, apenas tu, tens sobre mim (mesmo sem querer, mesmo sem saberes).

Tive muito tempo, durante a noite, para pensar numa "coisa" toda bonita para pôr aqui. Foi pensada e ficou decidida mas, infelizmente, a minha memória é dos meus pontos fracos...
Não me lembro nem do início.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tudo o que não sei...

Não passa disto... Tudo o que (não) sei, tudo o que (não) quero, tudo o que (não) espero.
Nunca me dediquei, incondicionalmente, a coisa alguma. Isto não vai ser diferente.

Não saibas, não queiras, não esperes.